sexta-feira, dezembro 27, 2013

Que passa em ANOVA?


Numha conferencia de Jurjo Torres Santomé, o nosso especialista internacional em temas educativos, e cuidadosamente oculto e silenciado nos médios de comunicaçom nos debates sobre reformas educativas, explicava entre outras cousas, que um dos objectivos da LOMCE é formar seres humanos que acolham como naturais as políticas neoliberais e para elo precisam ter um pensamento conservador. Nesse discurso podemos atopar também umha nova leitura sobre o que está acontecendo em ANOVA.

As renuncias, individuais e colectivas, as expulsons, a intervençom de cargos nacionais para torcer o curso de assembleias soberanas... som os efeitos que saem a luz dumhas causas profundas que tenhem leituras muito mais complexas que a concorrência eleitoral, ou as relaçons coas outras organizaçons na coaliçom AGE.

Em ANOVA esta-se a dar umha batalha ideológica entre duas correntes de pensamento que defendem modelos organizativos e projetos políticos diferentes. Em ANOVA esta-se em trabalho de parto, com contraçons dorosas que acurtam o seu tempo de repetiçom e mantenhem a incognita de como será a criatura que finalmente verá a luz entre tanto feito convulso.

Em ANOVA, onde se nom?, pois foi em ANOVA onde confluírom um número significativo de activistas que vivírom os processo do Foro Social Mundial e do 15M. Em ANOVA, onde se nom?, pois foi onde atoparom acobilho sectores organizados que fuxiam dos controis sectários e de dirigismos anacrónicos. Em ANOVA, onde se nom?, pois foi em ANOVA onde se fundírom a urgência e a indignaçom vivida por centos em primeira pessoa, pola perda de direitos, os abusos, a injustiça e a desafecçom aos partidos políticos e às instituiçons, convertida no pam nosso de cada dia.

Mas também em ANOVA, estam presentes sectores que aspiram a desenvolver um proxecto político que tem como obxectivo colocar-se como força nos postos de gestióm das instituiçons para aplicar velhas políticas socialdemócratas, de orientaçom produtivista e crecentista. Acreditam que a cidadania só lhes pide soluçons para o “que hai do meu?”. Mostram umha incapacidade manifesta para analisar corretamente o momento de crise sistémica que estamos a viver, e a incompetência para apresentar-se socialmente como umha alternativa segura para supera-la. Precisam logo, que o modelo organizativo seja “o de toda a vida”, “o que se fixo sempre”, “eu já fixem mais dumha duzia de campanhas eleitorais!”, “a gente nova nom sabe como montar umha organizaçom”.

Escoitando a Jurjo Torres podíamos perguntar-nos que foi antes o ovo ou a galinha? A LOMCE pretende formar pessoas neoliberais de pensamento conservador ou a hegemonia do pensamento conservador e neoliberal é o que permite a aprovaçom da LOMCE? O pensamento conservador aplicado ao espaço político-organizativo de ANOVA esta a impedir a consolidaçom do proxecto ou é o enunciado do proxecto de ANOVA o que nom se adapta ao pensamento conservador e neoliberal hoje socialmente hegemónico?

Segundo Torres, para o ser humano neoliberal, triunfar na vida consiste em acabar cos rivais e utilizar ao resto das pessoas como mercadorias para os seus fins. É um ser competitivo, guiado por ideas mercantis, de racionalidade positiva, cumha concepçom despolitizada da racionalidade económica, empresarial, e das dimensons tecnocráticas dos processos e da sua eficacia. Asume a lógica coercitiva e violenta dos processos burocráticos neoliberais. Som personalidades autoritárias porque carecem de contidos, procedimentos e valores sociais que contemplem o bem comúm.

Segundo J. Torres, o ser humano neoliberal precisa também do ser conservador. É um sócio necessário para fortalecer o neoliberalismo. Caracteríza-se pola ausência de empatia, rege-se polo presentismo, carecendo dumha cultura relevante e crítica para situar-se no curso da história. Tem um sentido comúm limitante e medo a arriscar. Carece de imaginaçom para criar possibilidades e alternativas distintas ao sistema neoliberal.

Só desde a atividade do ser neoliberal e conservador, pode entender-se a esclerose aplicada ao nascimento de muitas assembleias, dos modelos de eleiçom, direcçom, comunicaçom, imagem pública e finanzaçom de ANOVA.

Só desde a presença deste pensamento neoliberal e conservador também no resto das organizaçons que conformam a coaliçom, pode entender-se a planificada parálise das assembleias populares de apoio a AGE, ou a obstruçom dos vasos comunicantes que permitiriam converter em organizaçom popular, a energia liberada ante a unidade conseguida no processo desencadeado ao redor das eleiçons ao parlamento galego.

Só desde a presença deste pensamento neoliberal e conservador também no resto das organizaçons da esquerda nacional, pode-se entender o reumatismo que ataca qualquer processo de achegamento, pactos, estrategias conjuntas, que apontem a processos de acumulaçom de forças rupturistas.

Fronte a este conservadorismo neoliberal instalado dentro das nossas organizaçons políticas e sociais, cumpre construir e encher de contido o pensamento democrático e o ser socialista que está chamado a protagonizar a ruptura democrática que permita um processo constituinte, onde se expresse umha nova hegemonia: a do bem comum, a da cooperaçom, a da complementariedade, a da solidariedade, com nós, cos outros povos, coas outras especies, co planeta...

Esta construçom só pode ser umha criaçom colectiva, onde xurdam novas formas de liderado. Cumpre afortalar um modelo organizativo que libere as forças atrapadas nas aranheiras conservadoras e neoliberais, um modelo de horizontalidade e transparência que faga albiscar esse novo modelo social que aspiramos e precisamos construir. Se o parto se malogra e a realidade actual de ANOVA nom o permite, outros agromos faram a encomenda por nós, porque como di o Zeca “o povo é quem mais ordena”.

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15 comentários:

Anônimo disse...

Oh! Menos mal que temos "opinadores" en Anova, que nos digan por onde seguir o camiño. De participar en asembleas cos compañeiros, nada. De aceptar a opinión dos demáis, nada. De aceptar que ao mellor non se ten razón, nada.
Todo é dar leccións de política aos que si somos responsables e comprometidos cos nosos principios.
Conta como te correron a gorrazos dos "movementos sociais" de Ferrol por controladora e sectaria.

Anônimo disse...

Se as cousas son así a sociedade tenvos que seguir

Anônimo disse...

jajaja! los habitantes de la tierra media!!! que no teneis donde caeros muertos. en ferrol no os aguanta ni dios. no me estraña que os echen de anova

Anônimo disse...

Que peniña de panfleto ou se fai o que nos queremos ou criticamos todo, sen saber de fondo o que hai dame pena que xente que pense así este en AGE ou en Anova, sodes grupúsculos residuais e toda a vida o seredes con esta actitude antidemocrática, ou vos creedes coa verdade absoluta, da pena que xente coma vos esté en AGE, a ver se vos ides dunha vez e deixades traballar a xente que fai o seu traballo dende o respeto e a democracia.

Anônimo disse...

Un pouco menos de acoso por parte dos comentaristas non estaría mal, digo eu que non vivo o día a día das liortas de Ferrol..Da un non sei que ver tanto troll disposto a botarr pestes contra un artigo absolutamente respetuoso. ;) saudos fraternais.

Anônimo disse...

Ánimo Lupe, estamos na loita. Nin caso aos toutizos! Forza, pra diante e bo letra, coma a que tu escribes :)

Anônimo disse...

O Ces-Party! A familia que por onde pasa non volve crecer a herba, como o cabalo de Atila! Destrúen todo o que tocan. Como non os boten de Anova aquí en Ferrol van ter pouco que facer!

Anônimo disse...

Vaia!! vexo algo de resentimento por aquí...que lhe pasaría a ese anónimo coa familia da Blogueira?? porque esa xenreira pouco tem que ver cos posicionamentos políticos, ademáis de ser incerta, em Ferrol cresce erva da melhor...nooooo wooooman no cryyyyyyy.
Que foi antes o ovo ou a galinha...o meu filho cando tinha 4 anos deume a resposta...som o mesmo mamá, por eso nom pode ser um antes do outro...paz.

Todos os meus respeitos e agradecementos a aquelas persoas que trabalham por descubrir o xeito de cambiar a receita deste guiso que está agarrado e cheirando a queimado.

Anônimo disse...

Ánimo Lupe, vese ben claro na reacción dos reaccionarios que as verdades e análises claras e lúcidas só molestan a quen se ve reflexado.

Anônimo disse...

Lupe Rules.Rede de apoio mutuo,hortas libres,apoio aos ciganos,e stop desafiuzamentos antes que EU mangoneara.Que gran contido politico.Os ex-UPG coma manolo pazo que defendia reganosa porque daba traballo,son o q ferrol necesita,sen dubida... O mais triste,è ver como se arrima xente buscando carguito...

Anônimo disse...

Parabéns companheira pola túa análise que vem se vê o acertada que é. Adiante coa Anova cultura política. A ver se fazemos honra ao nome e anovamos algo.

Anônimo disse...

Lupe moito ánimo dende o morrazo, como o de tira-la toalla nunca foi postura revolucionaria, seguiremos na loita social, e construindo e fortalecendo a nova casa... As aranheiras conservadoras témolas localizadas, e eu persoalmente non son de matar bechos, nin a aranha máis ruín, que sei que en calquer descoido ela non dubidaría en me picar, eu tento de arrinconar con fundamentos e ignorar con apatía, en fin, algo estaremos facendo ben, cando a dereita en tóda-las súas expresións nos sinalan

Anônimo disse...

Grazas Lupe pola túa lucidez, grazas por escrebe esta reflexión estas palabras con tanta claridade. Grazas por facernos entender mellor o que está pasando. Segue sen calar ante a necidade de tanto mediocre, criado/a do seu amo. segue rebelándote, segue desobedecendo, segue coherente co que pensas e sobre todo non cales.

Carlos Otero disse...

Como inocentada está bastante ben, faime moita gracia, jajaja...

Xabier disse...

Unha análise moi acertada e argumentada. Mágoa desta tropa que sen argumentos critica dende o anonimato. Xa sabemos de que aparatiño proveñen. Aperta compañeira.