domingo, março 05, 2017

Em guerra...




As mans que estam a jogar no taboleiro da guerra, venhem de mover ficha na Suécia. O serviço militar obrigatório volve instaurar-se, dis que por sentir a ameaça rusa. Tramp anúncia um incremento no gasto militar e China fai o mesmo. A extrema direita avança em Europa, essa que nom lhe fai noxo a bombardear povos, levantar muros, recluir migrantes… O jogo da guerra, que percebemos periférico, aumenta a sua intensidade e cada dia cheiramos mais perto a pólvora.

Mas hai outra guerra coa que convivemos e nom percebemos como tal, onde aparecem todos os elementos que a definem, armas, corpos e vidas destroçados, campos de refúgio, exílio, terror…, assim no-lo ensinou a inesquecível Begonha Caamanho num artigo aparecido no semanário A Nosa Terra na década dos 90. Esta guerra, é a reacçom violenta do Patriarcado contra as mulheres que o estam a destruir.

A propaganda de guerra, passeou estes dias um autobús por Madrid para lembrar que a liberdade nom é possível; a nova arma química, a burundanga, demostrou estas semanas no campo de batalha, a sua eficácia para as violaçons, e a explosom provocada por um comando suicida unipessoal acabou coa vida de María José Mateo García em Redondela. Os partes de guerra a diário falam de vítimas mortais e lesons infringidas polo patriarcado e o seu braço armado, a violência machista.

Ninguém sabe com certeza onde está o final do conflito, mas é seguro que miles de combatentes somam-se dia a dia ao exército insurgente que loita contra o Patriarcado. Por cada umha abatida no combate pola liberdade, miles se alçam empoderando-se, reivindicando os seus corpos e às suas mentes. Por cada combatente caída, miles de territórios se conquistam para a liberdade. Imos vê-lo este 8 de Março. Veredes-las polas ruas e cidades do mundo, marchando imparáveis, pelejando cada espaço, cada casa, cada cama, na conquista da liberdade.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Patriarcal inverno


Passou inadvertida. Mentres todos os chíos falavam da tua morte, das circunstancias trágicas que remataram contigo, aquilo passou coma se nada. Nom perceberam o anuncio da morte, de mais mortes. Ao redor da tua, umha e mil razons para afirmar que se podia previr. Ao melhor a ti nom te matou o machismo. Ao melhor a ti matou-te o abandono das famílias com problemas de saúde mental. Ao melhor a ti matou-te a soidade na luita contra a loucura... Mas na hora da tua morte, mais mortes se anunciavam. O FMI, exigia mais recortes em Sanidade e em Educaçom. Eram novas sentenças de morte, e nada semelha cambiar no patriarcal inverno.

Virginia Ferradas foi assassinada polo seu home o 29 de xaneiro de 2017 em Carbalhinho.

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domingo, julho 10, 2016

Interessam os votos do PP?

Lendo o artigo de Manuel Veiga Taboada, "Por que votei PP", publicado em Sermos Galiza, animo-me a reflexionar em voz alta sobre o que leva acontecido nas últimas semanas. Eu também conheço a votantes do PP, na família, no bairro, no trabalho… A argumentaçom do voto é moi ampla. Sinalar tam só umha que me resultou curiosa. Dizia um home entrado em anos que os do PP eram gente de “cartos” e polo tanto eram os únicos que poderiam trazer dinheiro a Espanha, desconhecendo esse home que o movimento de capitais era um acertado atributo ás élites económicas e políticas vinculadas ao PP, mas a direcçom desse movimento ía cara os paraísos fiscais, como intuíamos hai muito tempo, e como conhecemos e confirmamos nos últimos anos. Mas isso importa? Está aí o trabalho das forças de esquerda que pretendam desalojar a este partido de grupos corrompidos e corruptores?

No caso das eleiçons espanholas, o PP conseguiu 7.906.185 votos. Um 33% dos votos emitidos, más só um 21,6% dos 36.518.100 de pessoas com direito a voto. As pessoas que votam ao PP, ainda que chovam chuzos de ponta, vam seguir votando a curto e médio prazo ao PP, mas som minoria.  Frente a esses quase 8  milhos de votos do PP, o resto de forças sumam 15.191.608, um 41,6% das pessoas com direito a voto. Ainda assim, seguimos admitindo a imagem de hegemónico e invicto do PP, e crendo-nos que às comunidades às que pertencemos, som conservadoras e reaccionárias, que nom pensam no bem comúm, que hai corrupçom e pouco ou nada que fazer.

Algum que outro gráfico devera aparecer também nos médios para que a gente puderamos visualizar esta realidade comparando dados da últimas eleiçons gerais do 26J.

Qual deve ser a prioridade logo das forças transformadoras? Olhando esse gráfico, está claro que vai ser fazer-se criveis, organizar e mobilizar a porcentagem que lhes corresponde do 42% e ganhar a confiança  desse 37% que nom vota, vota em branco ou nulo.

Estamos às portas das eleiçons ao Parlamento galego. O PP vai dando muitas pistas do que quere a gente, sobre todo esse 37%. Só escoitando a pre-campanha do Partido Popular poderíamos fazer umha das guias de campanha eleitoral mais eficaces a aplicar nesta ocasom: a desuniom, a mala gestom e paralise das instituiçons que nom estam governadas por eles, e o éxito das políticas de austeridade. Eis os argumentos a desmontar. O problema é que hai que desmonta-los com feitos, porque esse 37% nom se mobiliza só com discursos.



E logo está a politica de gestos. O PP diz que vai andar todas as vilas do país cum banquinho para que se sente Nuñez Feijoo a escuitar à gente. A TVG, esse grande aparato de propaganda ao serviço do conservadorismo, do integrismo religiosos e do PP, já emitiu essas imagens de Feijoo escuitando á gente sentado num humilde banquinho. Grandes simuladores estes propagandistas do PP! As forças transformadoras perderam a oportunidade dum grande e simbólico gesto, onde a maioria veríamos com claridade a vontade de ser diferentes, de fazer as cousas doutro jeito, proclamando que nom se iam cobrar os 8.000 euros, liquidaçom claramente escandalosa aos olhos da maioria.

O governo em funçons vem de publicar no BOE as novas autorizaçons para Reganosa, com trámite de urgência, passando mais umha vez por riba da legalidade que pretendeu fazer cumprir o próprio Tribunal Supremo, em três sentenças favoráveis ao Comité Cidadá de Emerxencia da Ria de Ferrol. A actuaçom criminosa desta minoria é insuportável. Por isso precisam envolve-la em mantos de névoa de maiorias que nom som tal. Ventos de unidade e coherência podem levantar essa névoa.

Ferrol, 10 de Julho de 2016

terça-feira, abril 12, 2016

Coraçom livre


Umha, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez vezes que botaste a voar; onze, doze, treze, catorze, quinze, dezasseis, dezassete, dezoito, dezanove, vinte vezes que caíste, equivocaste o caminho e começaste de novo; vinte e umha, vinte e duas, vinte e três, vinte e quatro anos vividos intensamente, case engolidos; vinte e cinco, vinte e seis, vinte e sete, vinte e oito, vinte e nove, trinta vezes nas que pensaste dar um giro à tua vida; trinta e umha, trinta e duas, trinta e três, trinta e quatro, trinta e cinco, trinta e seis, trinta e sete, trinta e oito, trinta e nove vezes que te arrependeste daquela viagem; quarenta, quarenta e umha, quarenta e duas, quarenta e três, quarenta e quatro, quarenta e cinco vezes ressoando aquela pergunta na tua cabeça “moça, a ti maltratam-te?”, quarenta e seis, quarenta e sete, quarenta e oito, quarenta e nove, cinquenta segundos que tardaram em guardar a carpeta daquela denúncia; cinquenta e umha..., cinquenta e duas..., cinquenta e três..., cinquenta e quatro..., cinquenta e cinco..., cinquenta e seis punhadas pararam o teu coraçom livre.

Tatiana Vázquez  foi assassinada em Castro de Rei o sábado 9 de Abril de 2016

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domingo, fevereiro 14, 2016

A caça

Sam Valentim e as trampas do amor, do amor-morte. Trampas mortais. Porque ti só lhe concederas falar, falar mais umha vez. Falar, “que nom fai mal a ninguém”, e ali tinhas aos teus filhos, por se passava algo... As trampas do amor, as trampas do amor-tramposo. Depois do duro que foi cair na conta de que te equivocaras, mais outra vez, as trampas do amor-veleno. E ti só querias estar bem, sentir-te bem, amor-seguro, amor-confiança, amor-apoio, amor-cumplicidade, amor-livre...

Agora se laiam? Laiam-se os ouvidos que ouvirom? As mentes que pensarom? Laiam-se as linguas que nom che advertirom? Os braços que nom te protegerom? Os corpos que nom o impedirom? As mentes que sabiam que ia passar e nom o impedirom? Laiam-se ou vam lamber as feridas dos teus filhos? Laiam-se ou miram de esguelho o teu corpo rebentado, mentres em Becerreá ainda soam os golpes de tambor da caça?

Ana Gómez foi assassinada em Becerreá o 11 de Fevereiro de 2016

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sábado, janeiro 30, 2016

Na encruzilhada

Ninguém nega já que o feminismo logra estar presente na agenda política, e vai ficar por muito tempo. Na passada campanha a maioria das formaçons políticas esforçaram-se por apresentar uns programas onde a violência machista, a concialiaçom da vida familiar e laboral, os serviços de cuidados e a dependência, tiveram um lugar destacado, ainda sabendo que muitas dessas promessas ficariam em muitos casos, no caixom dos distintos ministérios, se ninguém se lembrava de reclamar a sua execuçom em políticas reais.

Mas o feminismo é teimado e aparece e reaparece na palestra pública, seja para restar votos ao partido Ciudadanos, quando questiona a existência da violência machista, ou para protagonizar a abertura do Congresso da mam da imagem de Carolina Bescansa aleitando ao seu bebe. Todo um acontecimento mediático que desatou um massivo debate social sobre a conciliaçom, hoje por hoje, quase impossível de acadar para a maioria, entre vida laboral e familiar.

Numhas novas coordenadas mundiais, onde a geopolítica volve substituir o que foram tímidos começos de relaçons internacionais baseadas na cooperaçom, o poder hegemónico descobre no feminismo umha fonte de argumentário moi útil para justificar, paradoxalmente!, políticas reaccionárias e de fundo carácter patriarcal. O último exemplo teria-mo-lo nas agressons sexuais sofridas por centos de mulheres na Alemanha, justificando as políticas contra os direitos humanos das pessoas refugiadas da guerra, aprovadas ao dia seguinte polo governo deste país.

O feminismo na Europa, semelha estar na encruzilhada na que sempre se lhe situou no passado século em tempos pre-bélicos. Dum lado, apresenta-se-lhe umha política europeia, austericida, virada claramente à actividade bélica em muitas regions de África e Oriente Médio; umha política de portas fechadas à imigraçom ou à acolhida de pessoas refugiadas; umha política de recortes de direitos e liberdades e de domínio absoluto dos poderes financeiros e das grandes corporaçons económicas, onde as mulheres vem agrilhoadas as suas condiçons de vida e obstaculizado o seu caminho cara à igualdade. Por outra banda, a ameaça do aumento da patriarcalizaçom da sociedade, co avance da influência de regimes e movimentos políticos e armados, que instauram nos territórios que dominam a plena submissom das mulheres e nenas. Os atentados em cham europeio por parte destas organizaçons cumpririam um duplo objectivo de instaurar o medo e dobregar resistências a políticas de recortes de liberdades a prol da “seguridade”. Mentres, o regime turco, amigo e colaborador da Europa da Troika, assassina feministas curdas que como muitas outras pessoas de bem, levam resistindo nos seus territórios, as políticas de expansom e exploraçom dos recursos, e regimes e organizaçons de integrismos vários.

Para sair com bem desta encruzilhada, as feministas europeias estam chamadas a realizar duas tarefas primordiais. Por umha banda criar redes de apoio, aumentando a sua influencia entre os movimentos sociais e partidos políticos que loitam por transformar a contorna europeia, e por outra parte afinar o seu discurso para minimizar as gretas por onde os inimigos das mulheres podam inferir danos irreparáveis. Ambas as duas tarefas som necessariamente complementares.

Em quanto a esta segunda tarefa, as feministas europeias devem concretizar mais o seu discurso sobre a interculturalidade, que afronte sem tabus os problemas associados à imigraçom ou às pessoas refugiadas em território europeio. Hai experiências que se devem dar a conhecer para valorar no seu alcance e objectivos, caso da iniciativa de Alternativas à Violência em Noruega.

No estado espanhol, as feministas, depois de ter livrado umha dura batalha contra o recorte do direito ao aborto, tenhem colocado a violência machista no primeiro lugar das suas prioridades: o feminicídio é umha realidade que irrompe nos noticiários um dia sim e outro também. A Contrarreforma constituída polas forças políticas reaccionárias e neoconservadoras, as instituçons das distintas religions com presença no estado e umha parte moi activa e beligerante do poder judicial, levam um tempo aplicando com bastante éxito um contra-discurso baseado na existência de denúncias falsas ou da manipulaçom das instituçons e das leis por parte do lobby feminista.

A inclusom dos nomes de varons vitimas de violência machista; a realizaçom de experiências educativas que demostram avanços quantificáveis em igualdade em povoaçons moi novas; a colaboraçom estreita entre universidade e movimento, ou a asignaçom de recursos para programas de igualdade desde as instituçons governadas polas forças transformadoras, e muitas mais iniciativas, podem conseguir ampliar a hegemonia que o feminismo está a ter na sociedade, nom sem problemas, nom sem vitimas, que o som, nom o esqueçamos, por exercer o direito a decidir, exercer a liberdade. Construir essa sociedade compactada ao redor dos valores feministas, é a maior garantia de fortaleza contra da ameaça da oligarquia financeira e belicosa, e dos integrismos.

Caranza, Janeiro 2016
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quinta-feira, janeiro 14, 2016

Erades companheiras

Agora sei o motivo polo que ti Marina, nom querias utilizar as palavras que puderam sair dos meus dedos para enlaçar-te na longa ringleira que formais todas vós, neste Feminicídio, reconvertido neste sítio, em Santa Companha que nos interpela aló onde imos, para sentir-mo-nos ainda mais ocas de palavras e de ideias suficientes para dar-vos justiça e acougo, e pôr definitivamente o último elo nesta grande cadeia.

Nom querias começar a andar porque che faltava ela, Caridad. O 29 de Dezembro o vento soprou para as duas, dumha esquina a outra do país, de Narom a Mos. O seu corpo e o teu. O teu sangue e o dela. O ruído do teu corpo roto e o ruído batendo do coraçom dela, até apagar-se, coma o teu. O 29 de Dezembro fostes duas, a um tempo. O 29 fizestes-vos companheiras.

Nos rueiros e caminhos de Narom escoitam-se frases de alivio. A tinta do jornal fala do golpe mitigado na povoaçom ao constatar que ninguém de fora vinhera fazer o mal. Paradoxa! O mal está dentro, e tam enraizado entre nós, que semelha que é menos mal que outros afastados ou alheios.

* Caridad Pérez Calderón (Narón) e Marina Rodríguez Barciela (Mos) forom assassinadas o 29 de dezembro de 2015.

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sábado, dezembro 26, 2015

Tempos de mudança

O resultado nom poderia ser outro do que foi, mas havia que intentá-lo. Nem umha melhor campanha, nem sequer um maior espaço nos médios conseguiria sustancialmente variar o que estava reflexionado e decido na vontade popular. NÓS Candidatura Galega nom conseguiu o seu objectivo de acadar representaçom.

A razom fundamental é sem dúvida a necessidade urgente dumha parte da cidadania galega de mudar as cousas. Nom querem outros 20 anos de trabalho honrado e fiel a Galiza desenvolvido polo BNG e tam repetidamente reivindicado em campanha. Ante a promessa de continuísmo, a parte mais consciente e sufrinte da sociedade galega, apostou por um cambio, apostou por umha estrategia que di que o cambio tem que ser aqui e agora. Umha estrategia à que se agarram coma um cravo ardendo para que cambie aquilo que lhes causa dor nas suas vidas: a falta de emprego; o abuso hipotecário e bancário; o trabalho escravo, o empioramento das condiçons salariais, laborais e de seguridade; a privatizaçom e recortes dos serviços públicos, sanidade, educaçom e dependência; os desafiuzamentos; a pobreza energética; ... Ante outros 20 anos intacháveis, mas ermos em quanto á capacidade para melhorar a realidade desta parte da sociedade galega, que resiste entre a precariedade e as redes familiares de apoio, o voto a En Marea, foi umha alternativa que arrinca dum desejo moi maioritário de que todo melhore, e que pare o latrocínio e a corrupçom.

En Marea conseguiu, co efeito chamada de Podemos, compactar a umha ampla maioria da esquerda social, que mágoas aparte de nom ter conseguido umha lista única, apostou polo cavalo ganhador e sobre todo, polo cavalo que claramente avançava cara adiante, “hai que atravessar a barreira de lume coma seja e quanto antes“. Nestas eleiçons, a urgência, as ganas de ganhar, de sentir-se no grupo ganhador, forom moi maioritárias. Muita gente vai seguir apostando claramente por esta estratégia para ver se se consegue, se se tumba à besta.

O sentimento nacional foi reconduzido maioritariamente cara essa estrategia, e em certa medida a existência na última hora de NÓS Candidatura Galega, facilitou maiores compromissos de carácter nacional dentro das negociaçons, agora sabemos que começadas hai um ano, onde se passou de afirmar que a criaçom dum grupo parlamentário próprio era tecnicamente impossível de conseguir, a converter-se num elo importante do discurso de En Marea ao longo da campanha, e agora, conseguida a aprovaçom de Pablo Inglesias, reconhecido como um feito histórico, independentemente dos obstáculos que vai atopar no caminho imediato: o da própria composiçom interna e os conflitos de obediência partidária que se derivam dela, e o da reaçom do próprio sistema que provavelmente vai utilizar todos as leituras possíveis do regulamento parlamentar para impedir a sua constituçom.

Quedou demostrado neste processo, que a urgência o barre todo, que os pactos entre cúpulas ou as intencionadamente sobredimensionadas diferenças que impedem unidades mais amplas, nom têm custe, quando menos para a parte que acadou representaçom, que seguem a ver as primárias abertas, e os modelos de participaçom assembleários, coma um perigo para que as pessoas elegidas polas cúpulas para levar o leme deste processo, podam acadar os postos que precisam. O único custe é para o processo em sim: a incorporaçom de NÓS e de IU às listas das coaliçons , teria conseguido um efeito multiplicador e acelerante, estaríamos diante dum resultado muito mais favorecedor para configurar no estado um governo à esquerda capaz de fazer as reformas urgentes, socialmente mais necessárias e demandadas que afetam à vida e o bem-estar de milhos de pessoas. Um cenário bem diferente para fazer valer o direito a decidir.

Ficam apenas uns meses para enfrontar umha nova contenda eleitoral, umha cita que vai estar marcada polo devenir da construçom do novo governo e pola possibilidade de ampliar ou nom as forças que se coaliguem com Podemos. Três anúncios vêm a sinalar que o caminho já encetou, ainda que é difícil saber que é o que já está pactado ou nom. Por umha parte as declaraçons de Martinho Noriega negando a sua candidatura a presidente da Xunta; por outra parte as declaraçons de Beiras que abrem essa possibilidade, quando menos para ele liderar a candidatura, e por último o anuncio dum processo de reflexom e debate que rematará numha assembleia nacional do BNG em Março.

O BNG tem por diante um caminho complicado e qualquer das decisons que tome vai ser negativa para a organizaçom, tal como está concebida até agora. É por isso que o BNG devería desbotar do debate que começa, centrar-se só nunha olhada introspectiva. As gentes do BNG, mais umha vez, devem exprimir-se ao máximo e decidir o que considerem mais positivo para os interesses da Naçom e do Povo, aqui e agora, nestes momentos que estamos a viver, onde todo cambia, e todo muda, e volve a mudar. Sería bom demonstrar à sociedade galega que NÓS, nom é só umha marca eleitoral do BNG, senom o gromo dum movimento capaz de abrir novos processo de participaçom política, um movimento que saiba construir alianças necessárias para construir as novas hegemonias onde os direitos e interesses da Galiza estejam reconhecidos.

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