segunda-feira, novembro 30, 2015

Quando as vítimas som eles

Este ano, Sergio e Manuel, perderom a vida, em Arbo e Ponte Caldelas. Sergio estaba com Beatriz, também assassinada. Manuel aguardava a Sandra, o assassino nom a atopou e salvou-se. Os zarpazos do patriarcado quitarom-lhes a vida, vitimas do perverso amor romántico, que sementa possessom frente a liberdade, ditadura frente a eleiçom. Duas vítimas mais da violência machista a engadir à lista deste ano. Duas vítimas que nom perderom a vida polo feito de ser mulheres, mas sim polo machismo que reclama a sua propriedade, aquilo que lhe pertence absolutamente e que ninguém mais pode compartilhar.

As mortes de Sergio e Manuel estam-nos sinalando que ninguém está livre, nem os próprios homens, desta violência que estamos tardando tanto em descifrar, passo indispensável para desterra-la das nossas vidas. A lei nom as nomea, como tampouco reconhece às crianças vítimas. Nom se trata de recolher mais ou menos ajudas, de agarrar-se a essa Lei para as famílias compensar o dano feito, trata-se sobre todo, de ajudar a compreender as muitas aristas deste mortal poliedro. Umha chamada aos homes para que sejam conscientes de que a Igualdade também é para eles o paraíso a conquistar.

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