
Hai uns dias um dos meus filhos baixou a um dos parques do bairro coa minha neta de dous anos. Tem-lhe que ajudar a subir aos jogos que para ela, som gigantes a conquistar com muito esforço. Outro neno tinha também dificuldade e o meu filho ofereceu-lhe ajuda. Ao pouco o neno correu junto à sua nai para contar-lhe a sua grande descoberta “mamá , mamá, um señor galego!”.
Ao dia seguinte, a minha neta acompanhada polo seu avó, jogava num parque do centro da cidade. Ocorreu do mesmo jeito, mas, podede-lo crer porque sucedeu de certo, nesta ocassom, este outro neno dixo “ mamá, mamá, un señor rural!”.
É por isso que som como a vida as palavras “cham”, “lume”, “cam”.. que a minha neta, no seu ensaio continuo coa fala, vai pronunciando nesse maravilhoso jeito de abrir-se ao mundo. Vai botando-as ao ar, como frágiles bolhas de sabom. Essas palavras vam molhando esta terra malferida da nossa identidade, e som vida, e som alento, e nos reconhecemos nelas.
Nom, nom remata aqui o conto. Porque também sentimos laiar a ferida aberta, cada vez que ela di “to”. “Como dis?” “ Eu”. “Moi bem!” E haverá quem pense que é imposiçom.
---