domingo, março 27, 2011
Galiza já tem petróleo
Baixo o lema "A auga fonte de creaçom", em Dezembro de 2010, celebrou-se n'A Corunha o Fórum da Auga. Unirom-se para organizar o evento, duas fundaçons que somam um grande poder económico, político e mediático, a "Fundación Agbar" e a "Fundación Santiago Rey Fernández Latorre". A segunda vinculada ao grupo de comunicaçom ao que pertence "La Voz de Galicia"; a primeira vinculada ao Grupo Abgar propriedade num 75% de SUEZ ENVIRONNEMENT, dedicada, principalmente, ao negócio de comercializaçom, distribuiçom e tratamento da auga, da corporaçom transnacional francesa GDF-Suez.
O representante dos interesses desta coorporaçom, Angel Simón, comunicou publicamente parte do resultado dum encontro que mantivo co Presidente da Xunta de Galicia, Nuñez Feijoo, conforme a empresa Agbar ía ubicar na Galiza um dos seus centros tecnológicos onde se investiga em patentes, que aumentam o poder tecnológico desta multinacional e lhe vai permitindo afazer-se coa propriedade de cada vez mais quantidade de auga em todo o planeta. O que ninguém contou foi o que Nuñez Feijoo ofereceu a esta poderosa companhia. Será todo isto fruto doutros encontros onde se concretou em que termos se redactaria a nova Lei de Augas de Galicia?
Na actualidade, Aquagest, filial desta poderosa multinacional da auga, gestiona na Galiza o seu suministro a um milhom de galegos e galegas de 60 concellos, segundo dados da própria empresa. Polo de agora a súa gestom reduzia-se ao suministro e tratamento. Coa nova Lei de Augas, a receḿ criada empresa Augas de Galicia, erigida em "proprietária" de toda a auga do país, incluída a que chove, pode chegar a acordos, fazer concessions ou mesmo ser sujeito, ela mesma, de privatizaçom por parte do Governo da Xunta, e passar a formar parte desta poderosa corporaçom que se adica a lucrar-se co que tem que ser um bem público, social e universal, um direito e nom umha mercadoria, a auga.
Perigosamente Angel Simón declarou que Galiza é o país da auga. Toda umha declaraçom! vindo do representante de Agbar que factura mais de 3.100 milhós de euros ao ano. Toda umha declaraçom que nos pom no ponto de mira da cobiça que move a este tipo de grupos económicos.
Hai tempo que se fala da guerra da auga ... Gérard Mestrallet, presidente e director geral de GDF-Suez, numha conferência celebrada o passado 16 de Março em Barcelona, apresentada por Angel Simón, afirmou que os movimentos políticos e sociais que se estám produzindo no Mediterráneo, podem abrir muitas posibilidades de inversom. Líbia tem petróleo, gas e auga, muitas reservas de auga fóssil, num dos aquíferos mais grandes do planeta.
Galiza é o país da auga, o que traduzido ás coordenadas político-económicas actuais, é como ter "petróleo azul". Nom deixemos que esta riqueza se converta na nossa desgraça. Deroguemos a Lei de Augas.
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sábado, março 26, 2011
Parte de guerra
A umha semana da declaraçom de guerra e entrada em acçom por parte do exército do império sobre Líbia, o parte de guerra arroja o seguinte balance:
- Podem-se contar por milhares as baixas no bando democrático. Cada dia mais pessoas som vítimas da crença de que a força e a destruçom servem para arranjar os conflitos. Estas vitimas o som sobre todo polo efeito do gas deturpador que desde distintos frentes informativos se lançam contra umha povoaçom desprotegida ante a manipulaçom informativa.
- Em quanto aos efetivos do bando democrático, a situaçom empeora por momentos. Umhas forças já moi debilitadas pola política de pactos e polas presions e chantagens das forças económicas imperiais, sobre todo em quanto efetivos sindicais e unidades políticas se refere, forom reduzidas ao mínimo desde os primeiros ataques. No caso do estado espanhol, a frente de defensa democrática, o parlamento, ficou só com tres efetivos em activo, pertencentes às brigadas do BNG e IU.
- Às possibilidades de reorganizaçom das forças democráticas vam necessitar dum grande esforço. A umha clarisima desventaxa de médios, une-se as diferenças que emergem entre os distintos grupos condenados a um entendimento ou a umha vitoria sem resistência por parte das forças imperiais. Começa a ver-se ainda assim, uns primeiros movimentos de recuperaçom em espaços tradicionalmente dominados polas forças democráticas, como som as ruas dalgumhas cidades, que acolhem estes días mobilizaçons e protestas.
- As posicións ofensivas das grandes coorporacións energéticas e da industria militar, pola sua parte, avançam sem apenas resistencia e sem que se tenha conhecemento de nengumha baixa ou danos sofridos.
Galiza 26 de Março de 2011
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sábado, março 19, 2011
Imos à guerra!
Nom sei moi bem a quem lhe sorria o representante chinês quando alçou a mam no Conselho de Seguridade da ONU. Nom estou certa se foi ao representante francês, ao ruso ou à representante de USA. O que sim acertei foi a interpretar o que aquele sorriso vinha a dizer. Era a brincadeira de quem até o último momento joga co ocultamento da sua carta numha partida de baralha, convertendo numha trivialidade o feito terrorífico da aprovaçom dumha guerra de intervençom, num país soberano, por parte dumha coalizom de potencias estrangeiras.
Para resolver um conflito o último que se deve fazer é avivá-lo, ampliá-lo ou agravá-lo. Eis o que vem de fazer o Conselho de Seguridade sem tam sequer avaliar o informe de situaçom realizado polos seus enviados especiais a Líbia.
Os submarinos atômicos, os porta-avions, os caças de combate, os avions pilotados por controle remoto... nom vam ajudar à estabilidade, nem proteger vidas humanas ou praticar solidariedade como tam hipocritamente manifestava a Ministra de Defesa, Carmo Chacón. As armas som para matar e a guerra para destruir.
O representante francês no Conselho de Seguridade dizia que nom se disponha de muito tempo, mesmo falava de horas para que a intervençom fosse possível. A diferença parecia estar em que o regime de Gadafi podia em horas, estabilizar a situaçom e sufocar o levantamento armado contra do seu governo. O objectivo da operaçom militar internacional queda assim totalmente espido. Pretende-se umha intervençom para desestabilizar o país, acavar coas instituiçons do estado libio e fazer-se cos recursos naturais ( petróleo, gas e sobre todo auga), ademais de cumha muito cobiçada situaçom geopolítica na fronteira com muitos países de grande interesse, entre eles Egipto, Argelia e Niger.
Comecemos logo a despedir-nos do país africano coa maior esperança de vida, ou o mais alto no índice de desenvolvemento humano do continente da hambruna, a SIDA e as guerras fracticidas e os genocidios.
Um diligente Conselho de Seguridade, ante umha revolta armada, em menos de quinze dias pom a todo um povo baixo a ameaça dumha agressom armada a escala internacional. Esse mesmo conselho de Seguridade que nom é quem de fazer cumprir nem umha soa das muitas resoluçons de condena a Israel. O mesmo artrítico Conselho que se mostrou incapaz de parar o bombardeio à povoaçom de Gaza, ou tanta morte e destruçom em Iraque, Afeganistam, Congo, Somália... O mesmo Conselho que olha para outra parte quando as tropas de Arabia Saudi, estes dias, acude ao chamado da monarquia de Barein para assassinar manifestantes, desta volta desarmados.
Seica a declaraçom de guerra no estado espanhol tinha que tê-la aprovado o Parlamento. Mais aló imos à guerra! sem que se nos consulte, e sem que poidamos valorar o calado desta decissom. Como contrasta a rapidez da intervençom coa lentitude da reacçom internacional ante o desastre de Japom!. Nom teria sido melhor mobilizar todos esses recursos armamentísticos para ajudar á povoaçom japonesa e enfriar o reator que tanto ameaça a vida por aquelas latitudes, e mandar a Libia, como propunham os países do ALBA, umha delegaçom diplomática de “boa vontade” para intermediar entre as partes? Quem será essa oposiçom líbia? Que projeto político terá para Líbia? Que interesses representa que podem mercar o veto de potencias como Rusia ou China e mobilizar a flota da OTAN em quinze dias?
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quinta-feira, fevereiro 03, 2011
As razons de Cándido e Ignacio
Levo dias intentando entender as razons do pacto social assinado polos representantes de CCOO e UGT. De seguro que Cándido e Ignacio tiverom serias dúvidas, malas digestons e mesmo pesadelos que nom os deixárom dormir, ainda que fosse só um par de noites antes do 27 de Xaneiro, día no que se anunciou que havia pacto.
Eu levo dias e noites fazendo o mesmo, intentando entender o porque sucede que uns sindicatos que convocarom umha folga geral em Setembro contra a reforma laboral, que asseguravam que nom íam dar nem um passo atrás no tema das pensons... tenhem nos seus representantes umha viragem de opiniom e de acçom tam importante.
Desde logo nom me convencem as razons que dam aludindo aos benefícios do pacto, ou quando dim que poderia ser pior... a cada hora que passa convenço-me mais de que as razons na almofada, ou no banho em horas solitárias de Cándido e Ignacio forom outras.
Avaliar os resultados de nove folgas gerais em Franza e outras tantas em Grecia ajuda a afortalar sem dúbida o seu razonamento. Um razonamento que tem como esqueleto a ideia de que, vista a realidade, só se pode optar entre acomodar-se do melhor xeito possível ante os cámbios que se vam produzindo, ou começar um caminho sem volta atrás de cámbios no modelo. A desconfiança nesse caminho, e nas possíveis alianças para anda-lo lográrom o cámbio de rumbo. Um cambio de rumbo que nos sitúa mais perto do iceberg que pode acabar afundindo o Titanic social no que imos navegando por augas neo-liberais. Lembremos, que o afundimento do Titanic causou numerosas vitimas, e só se puiderom pôr a salvo quem viajava em primeira classe ou conseguiu acomodar-se dentro do reduzido número de barcos salvavidas.
Hoje, olhando a foto das suas vestiduras monocolor e a imagem de equipa triunfadora que transmitem, descobrimos que, como no filme “O show de Truman”, o que era o nosso amigo, com quem tomávamos as cervejas, forma parte do show.
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terça-feira, dezembro 07, 2010
Estado de Alarma
Os sindicatos CCOO, UGT e USO, anunciárom a convocatoria de folgas nos aeroportos de AENA para estes dias de Natal. Mariano Rajoy e José Luis Rodríguez Zapatero anunciárom que estám em disposiçom de prorrogar o estado de alarme que conlevou a militarizaçom do tránsito aéreo. Se a alguém cum mínimo de consciência tinha algumha dúvida sobre o efeito devastador que, sobre os direitos laborais, tivo e tem o conflito que mantenhem as controladoras (um número moi importante som mulheres), e controladores aéreos, e o Ministério de Fomento, nestas próximas semanas verá a cousa com mais claridade.
O linchamento mediático de todo um colectivo de trabalhadoras e trabalhadores foi possível porque o discurso monocorde nos médios de comunicaçom ia acompassado, sem fissuras. Algo disto nos temíamos quem passeávamos com preocupaçom por umhas cidades desertas que se tingírom em bicolor quando o campeonato do Mundo deu a vitoria à equipa de Espanha. Tanta sincronia nom podia agoirar nada bo.
Se bota-se-mos umha olhada hai um ano, aos comentários que se verquiam nos médios de comunicaçom contra a folga convocada polos trabalhadores e trabalhadoras do metal em Vigo, ou pola convocada no Metro de Madrid este mesmo ano, veríamos que coincidiam letra a letra, ofensa com ofensa, cos verquidos estes dias contra este colectivo. Num medio de comunicaçom como Faro de Vigo, pedia-se que se lhes bota-se a todos ao paro, que nom volvessem trabalhar em Vigo, penas de cárcere por delinquentes... Mas a maior coincidência entre estes três colectivos ( as diferenças salariais, de condiçons de trabalho... já as conhecemos), é a vulneraçom do convenio colectivo nos três casos. É dizer, os maiores conflitos dos que tenho eu consciência nos últimos tempos, nom som por melhorar as condiçons laborais e salariais das trabalhadoras e trabalhadores, senom por manter o que se tinha até o momento, o que se tinha assinado e ganhado por convênio.
No caso das controladoras e controladores, tivérom um recorte salarial do 40% no mês de Fevereiro, e três decretos mais ao longo do ano que violavam direitos laborais básicos do Estatuto dos Trabalhadores, como é a obrigaçom que se lhes impom, via decreto, de recuperar as horas de baixa por enfermidade, por permiso maternal, lactáncia, horas sindicais, ferias... Todos estes decretos, mantinham a este colectivo num alto nível de descontento e impotência, que nom puidérom expressar na folga do 29S ao impor-lhes uns serviços mínimos do 100%. A constataçom na prática de que o direito à folga nom existe para o seu colectivo, levou-nos a um abandono massivo do posto de trabalho aludindo motivos de saúde. Desse jeito tam desesperado é que este colectivo protestava pola privatizaçom de AENA, e por umha volta de torca mais nos seus direitos laborais.
Agora virá a quenda do resto dos trabalhadores e trabalhadoras de AENA. O estado de Alarme com seguridade vai fazer cambiar muitas das vontades que pretendiam defender a titularidade pública dumha empresa que nom dá perdas. A campanha mediatica está feita, criminalizaçom sindical, da resposta obreira e linchamento de quem ouse romper a monotonia do cotidiano. Essa monotonia de quem nom se questiona o que vem de arriba, só o carga sobre o seu lombo, como se dum fenómeno natural se tratase, e a seguir!
A divida contraída coas entidades financeiras, fai que o governo, veja nas privatizaçons um jeito de encher de imediato as arcas públicas, para pagar os interesses que lhe exigem os acreedores. Estes, polo visto, nunca perdem, ainda que botem um pulso co estado. O governo está disposto a dobregar-se à chantagem dos mercados e reserva as respostas ofensivas para aqueles colectivos que ousem desafiar as suas políticas de privatizaçom e recortes sociais.
Na minha cidade os trabalhadores e trabalhadoras do Souto de Leixa levam semanas loitando contra a privatizaçom do seu centro de trabalho. Em mobilizaçom permanente, intentam consciencizar à cidadania de que os serviços públicos som o melhor garante dos nossos direitos assistenciais, sanitários e educacionais. Agora eu engadiria de serviços básicos como o transporte ou a energia. Nom tenhem convênio de grandes salários, nem som elites privilegiadas dentro da empresa pública, mas ainda assim, nom parece que sejamos conscientes de que a sua loita é a nossa, que nos jogamos muito e imos perdendo.
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domingo, dezembro 05, 2010
Privatizar o Outono
Em quanto os dias se fixérom mais curtos, os caminhos do meu bairro começárom a encher-se de cores luminosas. Amarelos, laranjas, ocres, mesmo vermelhos, saiam-me ao passo polas ruas, polos caminhos entre os parques, no passeio à beira do mar. Um mar de gente, sobre todo crianças, apanhavam castanhas nos soutos urbanos que forom consolidando-se ao longo destes anos em distintos pontos de Caranza. Carvalhos, castinheiros, marmeleiros, ameneiros, bidueiros... e mesmo algum albedro e arces japoneses, agasalham as suas melhores cores, para que vejamos nelas a luz e o consolo que um debilitado sol, e um ceo gris, dia sim e dia também, nos negam empurrando-nos cara a tristeza dumha natureza que se apaga.
Só assim, apoiadas e apoiados na contemplaçom das cores luminosas do Outono, podemos sobreviver até a chegada do solstício de inverno onde mais umha vez, a luz volverá a ganhar o dia.
É por isso, que este ano vivim com preocupaçom este Outono que chega a súa recta final. Nesta febre neoliberal com convulsons privatizadoras, suspeito que o Outono vai ser privatizado, de jeito que só um grupo privilegiado vai ter aceso a el. O Outono nas cidades nom é rendível a olhos de quem aspira a recortar gastos e vê na nossa saúde, entendida o mais globalmente possível, algo que, ou se tira negocio de-lo ou é valorado como um lastre, algo que pom freio a um crescimento inevitável, lembremos neste ponto que os cancros, os tumores, som também um crescimento desregulado das nossas células.
O Outono nas cidades precisa de coidados. As folhas tenhem que ser recolhidas para que nom tupam as sumidoiros, e para que nom produzam acidentes sobre todo entre a gente de mais idade que desfruta dos passeios. As árvores tenhem que ser coidadas, junto a todas as zonas verdes, das que o meu bairro, por sorte, conta polo de agora, de abondo. Isso se traduz em gasto para a instituiçom municipal, afogada polos obrigados recortes que nos impom o cancro que padecemos, é dizer, o medre duns mercados desregulamentados, convertidos em tumores malignos moi activos e com grande capacidade de metástase que, ameaçam, entre outras cousas seguramente mais importantes, o desfrute colectivo da maravilha outonal. O Outono significa postos de trabalho para coidar de algo que nom se valora como produtivo, e agora coa máxima de que “quem o queira que o pague”, podemos começar a ver como se substituem por cimento, ou por espécies perenes, que nada tenhem a ver coa paisagem que precisamos para fazer com cordura esta viagem de transiçom ao inverno, os nossos parques e os nossos passeios.
Privatizaram o Outono. Numha comarca onde a invasom do eucalipto nom permite vê-lo nas fragas mais achegadas, onde um monótono e sedento verde grisalho nos acompanha todo o ano. Entom, o Outono ficará nas grandes fincas privadas. E nós iremos busca-lo detrás dos feches dessas fincas, como a grande maravilha que nos será negada. E estaremos com menos saúde, com menos alegria, e nom seremos quem de ser nós, seremos irremediavelmente gente diferente.
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domingo, novembro 14, 2010
No adeus a Martinho
Assistim ao soterramento das cinzas de José Sanmartim Bouça "Martinho". Compartilhei com ele anos de militáncia na UPG, BNG, CIG... e junto com ele, figem parte dumha geraçom que partindo da experiencia traumática da reconversom industrial, e fruto do discurso político dum nascente nacionalismo que nom assumia o processo de transiçom espanhola, reivindicava o exemplo de Moncho Reboiras, e por cima de tudo tinha o desejo de ver cámbios reais de já, numha sociedade que abraçava os valores burgueses e virava às costas aos sinais de identidade da Galiza.Essa geraçom víamos no EGPGC o nosso refente político em quanto acreditávamos que nos defendia dos ataques do capitalismo e mostrava unha vontade incontestável de ser unha naçom.
Visitei com assiduidade a Martinho ao longo dos anos nos que estivo em prisom, primeiro na Corunha e logo sofrendo a política de dispersom, nos cárceres onde estivo como consequência da sua pertença ao Exercito Guerrilheiro. Para ele, converteu-se numha opçom de vida, o que foi para mim umha aprendizagem dolorosa, umha experiencia política e pessoal traumática, e me mostrou quam errada estávamos essa geraçom de jovens, e nom tam jovens, naquele caminho empreendido. A camaraderia e a amizade cambiou polos enfrontamentos pessoais, que chegarom a ser moi duros. Ele seguiu acreditando numha derrota co uso da violência, do capitalismo e o Império. Eu me afiancei no caminho da via democrática ao socialismo, na convicçom de que as guerras, as armas, a pena de morte..., devem ficar longe da acçom política e nada bo podem aportar na construçom dumha sociedade mais justa. Eis a verdadeira diferença entre os dous caminhos. Porque se poderia pensar na utopia em quanto a correlaçom de forças armadas e estruturas de poder que tem que doblegar, quem escolha o primeiro caminho, mas o caminho democrático ao socialismo, na Galiza, semelha nestes momentos igual de inalcançável. Quem é quem de conseguir aunar vontades, dar por finalizadas antigas alianças, e criar outras novas entre todos os sujeitos políticos, que estariam chamados a protagoniza-lo?
Esses sujeitos políticos, existir existem. Existem forças partidárias que acreditam no modelo socialista; existe um movimento sindical que demostrou a sua fortaleza e a sua vontade de enfrontar o neoliberalismo o passado 29S; existe um movimento labrego organizado e que conta com experiencia e alternativas para dar a batalha pola soberania alimentária; existe o movimento ecologista nas suas distintas expressons organizativas; existe o movimento feminista, plural, introduzido em diferentes sectores sociais e campos de actuaçom, junto ao movimento na defesa da identidade sexual ; hai experiencia de alternativas financieiras populares; existem expressons organizadas de espiritualidade e religiosidade non opressoras; existem plataformas de defessa dos serviços públicos, com organizaçons associadas que luitam em sectores específicos pola melhora da qualidade destes serviços; existe experiencia no papel que cumprem ante os cámbios políticos, os médios de comunicaçom monopolizadores da opiniom, fracassos acumulados no intento de contrarresta-los, e umha diversidade de iniciativas, ainda que de alcance minoritárias, de médios alternativos; existe umha rede moi ampla de organizaçons que tenhem o seu agir na defesa da Língua e a Cultura; organizaçons de defensa dos direitos civis e democráticos, incluindo os das pessoas com diversidade funcional, das pessoas migrantes...; organizaçons que reivindicam e preservam a nossa memória histórica ...
Temos os sujeitos políticos objectivamente interessados em protagonizar a construçom dum modelo socialista por vias democráticas, mas falta o lubricante que faga rodar o processo. Falta o momento da reflexom comúm que resposte a estas duas perguntas:
1ª Que modelo socialista estamos em disposiçom de compartir?
2ª Em que objectivos deixaríamos parado o nosso trem, com as contradiçons e erros que tenhamos que assumir, o tempo necessário, e cos cámbios e reajustes que se precisem, para que ninguém de esses sujeitos se apeie antes de chegar a essa hipotética meta?
Mentres os segundos e as horas deixam atrás o momento em que despedimos a Martinho no cemitério de Fene, quero ficar coa lembrança dum home que amou ao seu Povo e à sua Língua, e loitou por um mundo melhor.
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Visitei com assiduidade a Martinho ao longo dos anos nos que estivo em prisom, primeiro na Corunha e logo sofrendo a política de dispersom, nos cárceres onde estivo como consequência da sua pertença ao Exercito Guerrilheiro. Para ele, converteu-se numha opçom de vida, o que foi para mim umha aprendizagem dolorosa, umha experiencia política e pessoal traumática, e me mostrou quam errada estávamos essa geraçom de jovens, e nom tam jovens, naquele caminho empreendido. A camaraderia e a amizade cambiou polos enfrontamentos pessoais, que chegarom a ser moi duros. Ele seguiu acreditando numha derrota co uso da violência, do capitalismo e o Império. Eu me afiancei no caminho da via democrática ao socialismo, na convicçom de que as guerras, as armas, a pena de morte..., devem ficar longe da acçom política e nada bo podem aportar na construçom dumha sociedade mais justa. Eis a verdadeira diferença entre os dous caminhos. Porque se poderia pensar na utopia em quanto a correlaçom de forças armadas e estruturas de poder que tem que doblegar, quem escolha o primeiro caminho, mas o caminho democrático ao socialismo, na Galiza, semelha nestes momentos igual de inalcançável. Quem é quem de conseguir aunar vontades, dar por finalizadas antigas alianças, e criar outras novas entre todos os sujeitos políticos, que estariam chamados a protagoniza-lo?
Esses sujeitos políticos, existir existem. Existem forças partidárias que acreditam no modelo socialista; existe um movimento sindical que demostrou a sua fortaleza e a sua vontade de enfrontar o neoliberalismo o passado 29S; existe um movimento labrego organizado e que conta com experiencia e alternativas para dar a batalha pola soberania alimentária; existe o movimento ecologista nas suas distintas expressons organizativas; existe o movimento feminista, plural, introduzido em diferentes sectores sociais e campos de actuaçom, junto ao movimento na defesa da identidade sexual ; hai experiencia de alternativas financieiras populares; existem expressons organizadas de espiritualidade e religiosidade non opressoras; existem plataformas de defessa dos serviços públicos, com organizaçons associadas que luitam em sectores específicos pola melhora da qualidade destes serviços; existe experiencia no papel que cumprem ante os cámbios políticos, os médios de comunicaçom monopolizadores da opiniom, fracassos acumulados no intento de contrarresta-los, e umha diversidade de iniciativas, ainda que de alcance minoritárias, de médios alternativos; existe umha rede moi ampla de organizaçons que tenhem o seu agir na defesa da Língua e a Cultura; organizaçons de defensa dos direitos civis e democráticos, incluindo os das pessoas com diversidade funcional, das pessoas migrantes...; organizaçons que reivindicam e preservam a nossa memória histórica ...
Temos os sujeitos políticos objectivamente interessados em protagonizar a construçom dum modelo socialista por vias democráticas, mas falta o lubricante que faga rodar o processo. Falta o momento da reflexom comúm que resposte a estas duas perguntas:
1ª Que modelo socialista estamos em disposiçom de compartir?
2ª Em que objectivos deixaríamos parado o nosso trem, com as contradiçons e erros que tenhamos que assumir, o tempo necessário, e cos cámbios e reajustes que se precisem, para que ninguém de esses sujeitos se apeie antes de chegar a essa hipotética meta?
Mentres os segundos e as horas deixam atrás o momento em que despedimos a Martinho no cemitério de Fene, quero ficar coa lembrança dum home que amou ao seu Povo e à sua Língua, e loitou por um mundo melhor.
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domingo, novembro 07, 2010
Golpista ecuatoriano na Galiza
Quero manifestar a minha total repulsa pola presenza na Galiza do ecuatoriano Luis Villacís Maldonado, pertencente ao Movimento Popular Democrático do Ecuador (MPD), convidado pola organizaçom MCB-Capítulo Galiza, vinculada às organizacións independentistas Primeira Linha e Nós-UP, e que vai protagonizar um acto político no Centro Social "A gentalha do Pichel" da cidade de Compostela o próximo dia 11 de Novembro. Luis Villacís Maldonado apoiou o intento de golpe de estado contra o Presidente Rafael Correa do pasado 30 de Setembro. As intençons para vir ao nosso país som claras. Pretende, baixo o paraugas de forças de esquerdas, adoctrinar à gente mais nova, com inquietudes revolucionarias, em contra dos procesos transformadores que estam a levar a cabo os países do ALBA, aos quais pertence Ecuador por decissom do governo de Rafael Correa, que mantem umha posiçom claramente antimperialista e conta co apoio de amplos sectores populares da sociedade ecuatoriana como som o Partido Comunista do Ecuador, a Juventude Comunista do Ecuador, Confederaçom de Trabalhadores do Ecuador, Confederaçom de Povos e Organizaçons Campesinas Indígenas do Ecuador, Frente Unido de Mulheres e Federación Ecuatoriana de Indígenas.
Este adoutrinamento permitirá que novos intentos de derrocar as políticas antiimperialistas dos governos do ALBA, agora via golpes de estado, como o que triunfou em Honduras, nom encontrem a solidariedade internacionalista que se precisa nestes momentos onde as forças do capitalismo concentram os seus esforços em afogar qualquer alternativa que o questione.
É hora de preguntar-se quem apoia a gira europea desta pessoa, quem lhe dá acobilho na Galiza, quais som os poderes e a ideologia que sae reforçada deste agir político; que poderes estám detrás do obxectivo de derrocar ao governo de Rafael Correa?
Nestes enlaces achega-se informaçom.
http://ccb-galiza.org/
http://primeiralinha.org/home/
http://www.kaosenlared.net/noticia/hoxhistas-pcmle-mdp-complices-insurreccion-fascista-sectores-policiale-1
http://www.youtube.com/watch?v=c1sxoEnaW84&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=aOpf82P_j3E
http://www.youtube.com/watch?v=3dsV-jsYlw8&feature=related
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Este adoutrinamento permitirá que novos intentos de derrocar as políticas antiimperialistas dos governos do ALBA, agora via golpes de estado, como o que triunfou em Honduras, nom encontrem a solidariedade internacionalista que se precisa nestes momentos onde as forças do capitalismo concentram os seus esforços em afogar qualquer alternativa que o questione.
É hora de preguntar-se quem apoia a gira europea desta pessoa, quem lhe dá acobilho na Galiza, quais som os poderes e a ideologia que sae reforçada deste agir político; que poderes estám detrás do obxectivo de derrocar ao governo de Rafael Correa?
Nestes enlaces achega-se informaçom.
http://ccb-galiza.org/
http://primeiralinha.org/home/
http://www.kaosenlared.net/noticia/hoxhistas-pcmle-mdp-complices-insurreccion-fascista-sectores-policiale-1
http://www.youtube.com/watch?v=c1sxoEnaW84&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=aOpf82P_j3E
http://www.youtube.com/watch?v=3dsV-jsYlw8&feature=related
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